Guerra en Argentina, pero no Malvinas.

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março 1, 2013 por Yuri Torres

BARRA_BRAVA_TIGRE

Barra do Tigre, que protagonizou o maior desastre do fim de semana

A Argentina sempre viveu no meio da violência. Quase todas as semanas são registrados incidentes por causa de confrontos em todo o seu país. Não, a guerra das Malvinas não voltou, mesmo havendo tensão entre os governos de Argentina e Reino Unido esse não é o caso. Estou falando das temidas Barra Bravas. Os violentos torcedores de clubes da América Latina.

Se você acha que no Brasil a coisa é feia, não sabe o que acontece no país vizinho. Quase todo final de semana ocorrem brigas e mais brigas envolvendo os hinchas. Pra você ter uma ideia, a primeira morte em uma briga de torcida aconteceu em 1939 em um jogo entre Boca Juniors e Lanús, onde os jogadores começaram a brigar. Por conta disso a torcida xeneize se irritou e quiseram derrubar o alambrado que separava a bancada do campo. Nisso o policial Luis Estrella com total imprudência disparou tiros contra a torcida acertando dois torcedores: Luis Lopez e Oscar Munitoli, o segundo com apenas nove anos de idade, os dois morreram. A partir desse ano até o começo de 2000 foram registradas 138 mortes no futebol argentino.

Mas nesse texto vou enfatizar o final de semana que passou, dos dias 23 e 24 de fevereiro. Só neste final de semana ocorreram pelo menos 4 brigas. A que vou me aprofundar mais é da barra brava do Tigre, mas citarei outras.

Tigre x Tigre: 

Sim, é isso mesmo que você está pensando. O confronto foi entre torcedores do Tigre, isso porque sua barra é divida em dois grupos: ‘La 13’ e ‘Los de Pacheco’. A primeira liderada por “El Negro Fiorucci” é a que comanda as arquibancadas. A mais prejudicada, claro, é o grupo ‘Los de Pacheco’.

– Por que ocorreu a briga?

A briga aconteceu quando as equipes saiam da província para entrar em Buenos Aires, na partida entre Tigre e River Plate, no Monumental de Nuñez. Ela aconteceu pelo fato de que só a La 13 tem direito aos ingressos de graça para as partidas, “doados” pela própria diretoria do clube, assim a outra facção quis brigar pelo poder e  ter o domínio da barra e receber seus tíquetes.

– Quantos feridos e quem morreu?

No conflito foram disparadas mais de 150 balas, deixando no domingo 13 feridos, sendo que três tinham sido internados em estado grave, um desses três, Adrián Alejandro Velázquez, de 40 anos, faleceu nesta quarta-feira por não suportar os ferimentos.

O presidente do Tigre está respondendo à justiça do porque de dar entradas de graça para os barra bravas. Já “El Negro Fiorucci”, está detido por posse de armas de fogo e lesões graves, mas o maior problema é que ele tem grandes contatos na política, algo comum nas barra bravas.

Uma coisa sabemos, outro episódio triste entre os dois grupos pode acontecer a qualquer momento.

EL_NEGRO_FIORUCCI_BARRA_BRAVA_TIGRE

“El Negro Fiorucci”, líder do grupo ‘La 13’.

Los Rojos x La Guardia Imperial:

No domingo, dia 24 de fevereiro, aconteceu o clássico de Avellaneda, entre os clubes: Independiente e Racing Club, no estádio dos vermelhos, “Libertadores de América”.

Torcedores dos Rojos (Independiente) estavam indo ao clássico de trem e no caminho se cruzaram com os barras do Racing, desencadeando um grande confronto, onde pedras e paus voaram de um lado pro outro. Já a polícia demorou a chegar no local.

Segue o vídeo da briga:


Nueva Chicago x Deportivo Laferrere:

Não, esses dois times não se enfrentaram no Campeonato Argentino, tanto que um é da segunda divisão (Nueva Chicago) e o outro é da terceira (Laferrere).

Quando os hinchas de Nueva Chicago estavam indo de trem a Mataderos ver sua equipe jogar contra o Aldosivi, sofreram uma emboscada no caminho da gente de Laferrere. Não houve mortos graças à polícia, mas a estação de trem Eva Duarte foi totalmente destruída e alguns feridos, todos hinchas de Nueva Chicago. A briga ocorreu por conta de uma vingança, sendo que durante a semana passada eles foram atacados pela gente de Nueva.

Unión x Quilmes:

Voltando a primeira divisão do Argentino, o Unión recebia o Quilmes em sua cancha e quando o placar estava dois tentos a zero para os visitantes os barras do Unión causaram um grande distúrbio, desalojando totalmente os cerveceros na cancha.

Segue vídeo da confusão:

Esses foram alguns casos, os mais destacados do final de semana, fora a briga que destaquei em um dos meus textos envolvendo Vélez e Peñarol, na terça feira, sendo que antes do jogo sofrendo dos mesmos problemas da Barra do Tigre (divisão), se enfrentaram entre eles.

De uma coisa temos total certeza, é mais fácil Israel e Palestina entrarem em paz do que acabar a violência futebolística na Argentina.

E aqui vai uma frase de Rafa Di Zeo, ex chefe da La 12 do Boca Juniors: “No incitamos la violencia, solo sucede”.

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