As barras bravas estarão aqui, pelo menos é o que decide a Argentina

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abril 16, 2014 por Yuri Torres

Os tão temidos barra bravas argentinos não terão muitos problemas para estar aqui no Brasil durante a Copa do Mundo. Segundo matéria da Gabriela Moreira, da ESPN, a Argentina decidiu que não vai liberar os dados de seus torcedores para o Brasil e para a Interpol.

As barra bravas são torcidas típicas da América do Sul, existem poucas no Brasil, mas em países como Argentina, Uruguai, Chile, Colômbia e muitos outros sudacas elas são na verdade, o único tipo de torcida existente. Elas são como as nossas torcidas organizadas, mas não usam uniformes que se identificam como aquela torcida, eles utilizam as camisas do próprio clube. Se você acha que a violência no futebol aqui do Brasil é grande é porque não sabe o que acontece mais ao sul do continente. Na Argentina o caso é mais do que sério, lá os barras têm poderes que nem imaginamos aqui, sãoenvolvidos com a polícia, com políticos e muitas outras autoridades. Claro que por trás de tudo isso não podemos negar a importância que elas têm dentro de um estádio, aquele barulho ensurdecedor que ouvimos em jogos de clubes argentinos sempre vem delas, como suas festas magníficas.

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Los Borrachos del tablón, do River Plate, uma das barras mais violentas do país.

Mas com medo do que esses torcedores podem fazer aqui no Brasil, nosso governo e a Interpol brasileira pediu que a Argentina cedesse dados de seus torcedores mais violentos, aqueles que contém ficha e um histórico de violência, mas os argentinos decidiram que não vão ceder nenhum tipo de dado de seus torcedores.

Na Argentina existe um projeto, um tipo de grupo, chamado ‘Hinchadas Unidas Argentinas’, que cuida de 38 hinchadas do país (hinchas são os torcedores dos países de língua espanhola). Eles são responsáveis por dar viagens à esses torcedores, para que eles acompanhem a seleção em outros países, como em 2007 quando financiaram a viagem de 23 torcedores do Independiente para a Copa América da Venezuela. O idealizador do projeto é o dirigenre kirchnerista Marcelo Mallo. É comum vermos dizeres entre as barras, como ‘Kirchner Vuelve’.

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Bandeira das “Hincadas Unidas Argentinas”, comuns entre as barras que fazem parte do grupo. (Detalhe para o KV na faixa, que siginifica Kirchner Vuelve, uma homenagem ao governo)

Quem está cuidando do caso na Argentina é a advogada Debora Hambo, que representa os torcedores, foi dela a decisão de não ceder aos dados ao Brasil, decisão que o governo argentino acatou. Segundo ela mesma falou: “São pessoas com histórico de violência, sim, que têm ficha-suja, mas que têm direito de ir para o Brasil”. Como vemos na matéria ela trabalha para os Hinchadas Unidas desde a Copa do Mundo de 2010 que aconteceu na África do Sul, quando 30 torcedores argentinos foram presos e deportados. Para a juíza Cecilia Negre, do Juizado Federal 8, o Brasil só poderá ter os dados desses torcedores se eles permitirem, como diz este documento:

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Agora o governo brasileiro e a Interpol ainda podem pedir uma revisão da decisão. Faltam quase dois meses para o início da Copa do Mundo, mas ao que parece, teremos as tão famosas barras aqui no Brasil.

 

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Um pensamento sobre “As barras bravas estarão aqui, pelo menos é o que decide a Argentina

  1. Rose disse:

    Que essa Copa seja um espetáculo de ” Bola no Pé”, da “Torcida” e de muita “PAZ”.

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